A única causa comum a tudo: a sua ausência.
Porque é que as coisas acontecem? Porque não estavam a acontecer, ou não tinham acontecido.
Contudo, lá porque uma coisa não exista, não quer dizer que vá existir apenas porque não existe. O que quero dizer é que se existir, isso deve-se ao facto de não existir até existir.
Isto é interessante porque deixamos de falar em ciclos causa/consequência pois a não causa não necessita de causa, ou seja, a origem de tudo pode ser explicada com algo que simplesmente, naturalmente, omnipotentemente, transcendentemente, é o ponto de partida para tudo.
Não existe nada para lá dele porque ele é isso mesmo.
As analogias que deste modo de ver as coisas surgem são interessantes. Pensem comigo: se a premissa de que apenas cenas podem dar lugar a cenas é abolida, então vivemos num universo muito mais interessante - porque tudo o que não existe já está a ultrapassar o passo mais importante para passar a existir!
Dias depois de pensar nisto, encontrei este vídeo por puro acaso - http://www.youtube.com/watch?v=7ImvlS8PLIo
Ai estas coincidências... :)