O pensamento é a base do ser humano, lá dizia Descartes: "Cogito, ergo sum". Penso, logo existo
09/01/2010
Ele estava sozinho em casa. Sentia que tinha muito que fazer.
"Acho que acredito nele; enfim, era pura realidade."
Pouco podia fazer a não ser aquilo que realmente tinha de fazer. Mas custa! A monotonia cansava-o profundamente, cansava muito...
"No fundo penso que não seja bem monotonia. Acho que depende mais daquilo a que toda a gente chama gosto. (Nunca percebi bem o seu significado!)."
Ele não devia gostar. Ou então nem desgostava nem deixava de gostar, e aí sim, a monotonia também cansa. Era muito difícil para ele concentrar-se. Sempre foi. Ele achava que não deveria ter que ser assim. Agora, para não trair a sua consciência, não poderia fugir ao inevitável. Tinha de se conformar. Como alguém disse uma vez, "Começar é difícil".
"Concordo com ele."
Porém para ele manter era mais difícil.
Sentia o seu estômago ás voltas, mas não era de fome. Acabara de comer. Sentia-se estranho. Não era amor, tinha a certeza. Mas era de certeza próximo daquilo a que as pessoas costumam chamar de amor. Tinha de quebrar a rotina. Mas como!!
Normalmente tocava guitarra. Era isso. Era isso que lhe sentia que tinha de fazer, e era isso que de certa forma lhe aumentava o peso da consciência.
Mas não a tinha ali com ele. Assim continuaria a sentir-se estranho e a agir desse modo. Mas também não tinha a certeza se era isso que queria realmente.
"Pois".
Queria muito mais. Mas pensar nisso doí-lhe a alma. (Independentemente do que quer que isso seja).
Tinha de ser assim. Gostava de se sentir estranho, não tanto daquela maneira mas de outra mais bonita. Sim, mais bonita. Tinha de continuar. É a vida.
"Será que é?"
A consciência estava cada vez mais pesada. Eram 19:57.
"Acho que acredito nele; enfim, era pura realidade."
Pouco podia fazer a não ser aquilo que realmente tinha de fazer. Mas custa! A monotonia cansava-o profundamente, cansava muito...
"No fundo penso que não seja bem monotonia. Acho que depende mais daquilo a que toda a gente chama gosto. (Nunca percebi bem o seu significado!)."
Ele não devia gostar. Ou então nem desgostava nem deixava de gostar, e aí sim, a monotonia também cansa. Era muito difícil para ele concentrar-se. Sempre foi. Ele achava que não deveria ter que ser assim. Agora, para não trair a sua consciência, não poderia fugir ao inevitável. Tinha de se conformar. Como alguém disse uma vez, "Começar é difícil".
"Concordo com ele."
Porém para ele manter era mais difícil.
Sentia o seu estômago ás voltas, mas não era de fome. Acabara de comer. Sentia-se estranho. Não era amor, tinha a certeza. Mas era de certeza próximo daquilo a que as pessoas costumam chamar de amor. Tinha de quebrar a rotina. Mas como!!
Normalmente tocava guitarra. Era isso. Era isso que lhe sentia que tinha de fazer, e era isso que de certa forma lhe aumentava o peso da consciência.
Mas não a tinha ali com ele. Assim continuaria a sentir-se estranho e a agir desse modo. Mas também não tinha a certeza se era isso que queria realmente.
"Pois".
Queria muito mais. Mas pensar nisso doí-lhe a alma. (Independentemente do que quer que isso seja).
Tinha de ser assim. Gostava de se sentir estranho, não tanto daquela maneira mas de outra mais bonita. Sim, mais bonita. Tinha de continuar. É a vida.
"Será que é?"
A consciência estava cada vez mais pesada. Eram 19:57.
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