https://www.youtube.com/watch?v=gYYtjtnoS-U
E se não conseguires?
Tornou-se irrelevante a partir do momento em que o decidi fazer - Não - Foi a resposta a essa pergunta que me fez ter a certeza.
Espero por ti do outro lado.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nunca teria adivinhado que seria o eco dos meus passos, aquilo que me reconfortaria na escuridão deste último passeio nocturno. Uma memória distante, seria o meu palpite, dessas que trazem uma lágrima serena ao olho e aquecem o coração.
Não se pode dizer que estou a ir demasiado depressa, tendo em conta de onde venho, nem demasiado devagar, tendo em conta para onde vou. Simplesmente caminho como aquele que tomo é simples. Ele é e ele é, de outra maneira não o seria.
A lua espreita por cima de uma das poucas nuvens que habitam a escuridão. Já me despedi dela, não vale a pena olhar para cima. Apenas tornaria as coisas ainda mais difíceis. Olho para cima de qualquer maneira. Por favor não chores, dizem as nossas vozes em uníssono.
O eco parou. Cheguei aos limites da floresta. Ali em pé apenas escuto o silêncio. Dentro dele um piano toca a minha situação, lenta e levemente, reverberante no interior da espiral interior. Despeço-me sem o fazer, sendo engolido pela vegetação. Não consigo ver para lá das árvores, nem elas para lá de mim. Perco a consciência e começo a respirar, cada vez mais fundo.
Cada vez mais fundo. Grandes quantidades de ar. Cabeça leve. Perco a consciência e começo a respirar. Por favor não pares agora, já vieste até aqui comigo, prometo que está quase a terminar.
Cada vez mais fundo. Começo a entender a escrita. O luar e a escrita, envolvidos nos ramos da loucura.
Sem comentários:
Enviar um comentário