13/06/2014

Este blog está morto e tu que estás a ler isto mataste-o

https://www.youtube.com/watch?v=gYYtjtnoS-U

E se não conseguires?

Tornou-se irrelevante a partir do momento em que o decidi fazer - Não - Foi a resposta a essa pergunta que me fez ter a certeza.

Espero por ti do outro lado.

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Nunca teria adivinhado que seria o eco dos meus passos, aquilo que me reconfortaria na escuridão deste último passeio nocturno. Uma memória distante, seria o meu palpite, dessas que trazem uma lágrima serena ao olho e aquecem o coração.

Não se pode dizer que estou a ir demasiado depressa, tendo em conta de onde venho, nem demasiado devagar, tendo em conta para onde vou. Simplesmente caminho como aquele que tomo é simples. Ele é e ele é, de outra maneira não o seria.

A lua espreita por cima de uma das poucas nuvens que habitam a escuridão. Já me despedi dela, não vale a pena olhar para cima. Apenas tornaria as coisas ainda mais difíceis. Olho para cima de qualquer maneira. Por favor não chores, dizem as nossas vozes em uníssono.

O eco parou. Cheguei aos limites da floresta. Ali em pé apenas escuto o silêncio. Dentro dele um piano toca a minha situação, lenta e levemente, reverberante no interior da espiral interior. Despeço-me sem o fazer, sendo engolido pela vegetação. Não consigo ver para lá das árvores, nem elas para lá de mim. Perco a consciência e começo a respirar, cada vez mais fundo.

Cada vez mais fundo. Grandes quantidades de ar. Cabeça leve. Perco a consciência e começo a respirar. Por favor não pares agora, já vieste até aqui comigo, prometo que está quase a terminar.

Cada vez mais fundo. Começo a entender a escrita. O luar e a escrita, envolvidos nos ramos da loucura.

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