13/10/2010

Este texto não existia antes de tu o leres.

*Já alguma vez se perguntaram: Para quê?

Claro que já. Afinal, faz parte de ser humano, procurar uma justificação para tudo.

E já alguma vez chegaram à conclusão- que não chegaram a conclusão nenhuma, quando o autocarro chega/a vossa mãe vos chama para jantar/se vestem após sair da banheira/etc.?

Óbvio que sim. Afinal, apenas temos duas hipóteses: Ou há uma justificação para tudo (mesmo para essas justificações - ciclos abertos ou fechados, sempre infinitos) - ou chegamos a um ponto em que uma pessoa diz: de facto, não se justifica.

Amigos estou mais inclinado para a segunda hipótese. + Porquê? Bem, porque nada concreto é infinito, a não ser o conceito § (ignorem o significado do símbolo).

Deste conceito não devem ter ouvido falar, porque acabei de o inventar. É o conceito que quebra todas as regras e ao mesmo tempo as cumpre sem a pinta de contradição.

O conceito § é uma espécie de infinito, mas que não depende de artimanhas para poder ser. Estou agora a pensar na expansão do universo: claro que é infinito, está sempre a expandir-se. Mas um dia vai ter de acabar. Trata-se de simples lógica: Tudo o que sobe, desce, tudo o que nasce, morre. Não faz sentido ver 99 coisas assim e uma única (em qual todas essas 99 estão incluídas) assado.

O conceito §, contudo, é mesmo esse assado. Ele escapa a todas as tentativas de refutação com uma simples característica: Ele inclui todas elas e aceita-as como parte de si. Imaginem um grande balão, com o universo lá dentro. Agora peguem numa agulha (arranjem-na onde quiserem, fora do universo) e rebentem-no. Aí têm §.

Outra maneira de perceberem: Imaginem uma piscina cheia de água. § é a mais pequena partícula dentro dessa água e é a pessoa que está a andar na borda da piscina, mas atenção:
Apenas um dos dois - e os dois ao mesmo tempo, ao mesmo tempo (não, não é um erro, leiam outra vez).

Confusos? É natural.

Este conceito não existe, porque acabei de o inventar.

Se chegarem à conclusão de que este texto é inútil, estão óbvia e simultaneamente certos e errados.


+ -> ponto em que o texto poderia ter acabado.


* -> ponto em que o texto deveria ter acabado.