Mostrar mensagens com a etiqueta goste do nosso blog no facebook ganhe uma t shirt que diz "fui ao reticências cognitivas e li lá ironias fraquitas e posts que não faziam sentido nenhum". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta goste do nosso blog no facebook ganhe uma t shirt que diz "fui ao reticências cognitivas e li lá ironias fraquitas e posts que não faziam sentido nenhum". Mostrar todas as mensagens

22/03/2011

Try to keep up!

Já alguma vez tiveram aquela sensação de que o tempo que atravessamos é muito mais curto do que aparenta?

Por outras palavras, já se sentiram "fora" do vosso presente, mentalizando conscientemente a existência do passado e do futuro, olhando para voçês próprios de fora e dizendo "hmm, isto realmente não é nada".

Assim resumido: já sentiram na pele a nossa efemeridade?

Ah e tal é relativo - claro que é, não digo o contrário, apenas me interrogo se se alguma vez viram as coisas desta maneira, em que as nossas vidas são uma espécie de "meio segundo de canal televisivo que apanhamos quando passamos por cada um, do número x ao número y".

Não quero dar tanta ênfase à perspectiva quanto ao sentimento em si, que parece explicar muito mais: ao consciencializar o nosso lugar no tempo, estamos ao mesmo tempo a interiorizar a nossa posição no espaço.

Até agora tenho adiado o uso da expressão "mente aberta" com receio de entrar em conversa inútil, mas acabei de me lembrar que isto é mesmo inútil, ainda para mais tentando chegar a leitores que tenham uma, por isso nem vale a pena evitá-lo. Como tal, aqui fica a expressão escrita no início do parágrafo, e não mais, para não entrar em conversa inútil.

Voltando ao sentimento de solidão no vazio do espaço - longe, demasiado longe, de qualquer corpo cósmico, longe ao ponto de não haver qualquer luz que nos permita ver sequer nós próprios - era disso que eu falava, certo? Não? Façam vocês a ponte, que já têm idade e eu não tenho a paciência ou a boa vontade.

Esse sentimento de ponto sem dimensões a que a partir de agora vou chamar § assombra quem não tem mais nada em que pensar e consequentemente uma fracção muito pequena da população mundial. E uma fracção ainda mais pequena dessa fracção já pequena em si não chega a compreender a razão pela qual § os assombra, de onde veio ou porque vai e vem sem qualquer aparente padrão. Apesar de esta pequena fracção de uma fracção ligeiramente maior ser realmente pequena, é em comparação com a fracção que a complementa "à la ying-yang" muito, muito maior. Falo claro está da fracção pessoas que sabem a razão pela qual § as assombra, de onde vem e porque vai e vem sem qualquer aparente padrão.

Ah, espera, que parvo que sou (gostaria de agradecer aos Deolinda pela "corrupção" efémera desta belíssima expressão (ainda que vá durar menos que a corrupção da palavra crepúsculo (não quero dizer que a música dos Deolinda seja má, até é engraçada (sim, eu sei que o título é "parva" e não "parvo", deixem-se de mariquices.)))), a querer enganar as pessoas. Eu ia acabar o texto sem lembrar que os números inteiros também são fracções e qualquer número que divida o zero resulta num zero, que é também um número inteiro.

"Com a falta de confiança nos outros nasce a suspeita de um mal interior." -