09/01/2010

Naquele momento não tinha duvidas. Era da guitarra que precisava.
Ele estava sozinho em casa. Sentia que tinha muito que fazer.

"Acho que acredito nele; enfim, era pura realidade."

Pouco podia fazer a não ser aquilo que realmente tinha de fazer. Mas custa! A monotonia cansava-o profundamente, cansava muito...

"No fundo penso que não seja bem monotonia. Acho que depende mais daquilo a que toda a gente chama gosto. (Nunca percebi bem o seu significado!)."

Ele não devia gostar. Ou então nem desgostava nem deixava de gostar, e aí sim, a monotonia também cansa. Era muito difícil para ele concentrar-se. Sempre foi. Ele achava que não deveria ter que ser assim. Agora, para não trair a sua consciência, não poderia fugir ao inevitável. Tinha de se conformar. Como alguém disse uma vez, "Começar é difícil".

"Concordo com ele."

Porém para ele manter era mais difícil.
Sentia o seu estômago ás voltas, mas não era de fome. Acabara de comer. Sentia-se estranho. Não era amor, tinha a certeza. Mas era de certeza próximo daquilo a que as pessoas costumam chamar de amor. Tinha de quebrar a rotina. Mas como!!
Normalmente tocava guitarra. Era isso. Era isso que lhe sentia que tinha de fazer, e era isso que de certa forma lhe aumentava o peso da consciência.
Mas não a tinha ali com ele. Assim continuaria a sentir-se estranho e a agir desse modo. Mas também não tinha a certeza se era isso que queria realmente.

"Pois".

Queria muito mais. Mas pensar nisso doí-lhe a alma. (Independentemente do que quer que isso seja).
Tinha de ser assim. Gostava de se sentir estranho, não tanto daquela maneira mas de outra mais bonita. Sim, mais bonita. Tinha de continuar. É a vida.

"Será que é?"

A consciência estava cada vez mais pesada. Eram 19:57.

03/11/2009

...

As palavras são o melhor meio de comunicação criado até então. No entanto não deixam de ser a criação mais decepcionante da humanidade.

01/03/2009

Nada é perfeito

Sim, temos medo.
Um dia disseram que a capacidade de expressar o que pensamos, através da linguagem ou mesmo a escrita, dependia somente da "organização" e coerencia das ideias. Não acreditei. Sim, ajuda mas não é de todo o essencial. Nenhuma ideia é tão linear como uma ciência exacta, por mais simples que possa parecer. É incrivel como é possivel observar constantemente as tentativas frustradas de dar voz ao nosso cérebro.
Sim, é possivel acreditar no mesmo que ele!! Mas não vale a pena falar ou mesmo escrever. Acabariamos por "achar" algum ponto divergente, é inevitável. Acabariamos por nos sentirmos persuadidos, ou impotentes. Acabariamos por pensar: "Como e possivel!" ou "Impressionante, é obvio, porque nao me compreende!!". Sentiriamos o corpo a borbulhar por dentro, na tentativa de exprimir algo inexprimivel.
É o pânico quando se "fala" de sentimentos. Ai ai. o pior é que por mais concreto e simples que seja a ideia está lá sempre algo tão subjectivo. Nesse caso é melhor ficarmos calados. Criariamos inevitavelmente uma sombra, uma imagem falsa de nós próprios. E as pessoas não ajudam. Elas próprias têm sede de nos ver assim.
A culpa não é dos outros. É nossa. Não são os outros que não nos compreendem, mas nós que não nos compreendemos a nós próprios. Sim, temos de ter medo de nós próprios, e rendermo-nos às nossas limitações.
Não, isto não é o que eu penso nem aquilo que tu queres que eu pense, é simplesmente dejectos do meu cérebro, não contêm o essencial.

21/10/2008

Pois...

É um problema muito antigo, conhecido desde a Grécia antiga, sob a designação de "Paradoxo de Sorites”. Quantos grãos de areia são necessários para formar um monte? Se eu tiver três grãos de areia, não tenho um monte. E se só tiver quatro, também não. Em geral, se não tenho um monte, e acrescento apenas mais um grão, não passo a ter um monte. Mas, por este raciocínio, seria levado a concluir que uma enorme duna do deserto também não é ainda um monte, pois os grãos de areia que a formam foram, imaginemos, acrescentados um a um.
Já agoras: a partir de quantos cabelos é que passo a ser careca?

18/09/2008

Olá a todos!

Normalmente todos temos momentos em que "não temos nada para fazer", ou seja, momentos em que estamos inactivos. Enfim, nesses momentos venham aqui ler e talvez aprender, ou mesmo ensinar. Não sei, mas acho que há muito na vida que é perfeito apesar de não parecer. Então sejam bem-vindos!!!